Estive a ler a notícia do Sapo.
Saltam duas coisas a vista.
Num sistema já a por si complicado perpetuar dois sistemas a funcionar em paralelo qual é mesmo a vantagem? Vão dizer que assim cada um é livre de escolher o que quiser. Nota-se bem que as pessoas durante estes anos todos (7) perceberam o que é e como funciona o modelo antigo. Querem perpetuar a falta de informação de quanto fica um carregamento porque é quase impossível saber o preço do kWh antes do final do carregamento.
O exportar a tecnologia tem algo de interessante. O interessante era saber desde 2019 quantos paises compraram a ideia de Portugal. É agora é que é. Passados 7 anos é que já estamos prontos para vender a tecnologia.
Será que o exportar tecnologia querem dizer empresas portuguesas a operar no estrangeiro com sistemas completamente diferentes do que era permitido em Portugal até 2025.
Quanto a mim, acho que é notório o que o novo modelo trouxe até então. A expansão da rede como nunca houve, os preços mais baixos daqueles que querem operar no novo regime. Fizeram mais em meia dúzia de meses do que muitos durante anos. Os outros continuam operar no antigo, mas com promoções de engodo como a oferta da energia levando as pessoas a pensar que os carregamentos são grátis sem perceberem que tem de pagar a componente OPC. É este sistema que querem perpetuar? É este tipo de players que querem perpetuar?
Vamos perpetuar CEMEs que por imposição são OPC e nunca instalaram um único carregador público contribuindo para a expansão da rede de carregamento. Estas dezenas de players é que são uma mais valia para ME.
As perguntas que ficam é: se um CEME que é OPC que nos seus carregadores consegue fazer a componente energia grátis cobrando apenas a componente OPC, então operando no novo regime não consegue cobrar apenas a energia com margem de lucro? É só no regime antigo que consegue eliminar uma das componentes e ainda assim ganhar dinheiro?
Quanto a mim estou esclarecido das vantagens deste novo regime e, sim, neste momento não vejo nada de positivo no antigo.
- Continuamos a ter acesso a todos os postos ao contrário do que muito tentaram vender.
- A rede continua em expansão ao contrário do que muitos tentaram vender.
- Temos preço melhores ao contrário do que muitos tentaram vender.
- Os operadores que procuram inovação conseguem trabalhar em conjunto para dar informação dos seus carregadores aos clientes, mostrando mais uma vez a falacia que a mobi.e é um activo imprescindível da mobilidade elétrica. Conseguimos ter um serviço idêntico, sem ter que estar a pagar e alimentar uma entidade complexa e sugadora de dinheiros públicos.
- O problema do cartão único (que só foi único para aqueles que nunca perceberam o modelo) em detrimento de ter 10 Apps e um cartão multibanco que até hoje não notei diferença nenhuma para pior. Continuo a usar os mesmos cartões e, instalei duas apps novas. A da Tesla e a My Atlante.
O tipo de utilizador que sou muitos dirão que não sou exemplo para nada, mas muitos que fazem o mesmo tipo de utilização da rede que eu certamente não ficaram piores, eu pelo menos não fiquei.
Continuo achar estranho haver um grupo parlamentar com tanto interesse em manter algo que em 7 anos nos atrasou...